palavras não acho
nas linhas me enrosco
no enredo me enredo
nem mesmo vislumbro
a tal da meada
que me mostre o fio
de seda ou barbante
que seja o bastante
e amarre as idéias
confusas
difusas
sem fim ou começo
sem som ou sabor
sem luz e sem cor
sem nexo
sem mim
neurotóxicos
... e chuvas esparsas
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7 Comments:
Como escreveu o poeta maranhense José Chagas, na belíssima "Palavra Acesa", gravada pelo Quinteto Violado em 1976: "Palavra quando acesa não queima em vão". Beijo daqui das fronteiras, terras de Martin Fierro e Cláudio Crasso.
Vim aqui, seguindo as trilhas que o Marco Santos deixa generosamente lá no Antigas Ternuras.
Demorei-me além do que as obrigações me permitem, deliciando-me com a maestria da palavra, a tua poesia pulsante.
Espero retornar sempre.
Um abraço afetuoso.
Poema bem ritmado e bonito.
Belo blog, Celina.
Adoro a Sarah.
Bjs
Muito obrigado, Celina, pela amabilidade das palavras e por sua generosidade. Acabo de criar um caminho para o seu excelente espaço.
Bom final de semana!
Olá, Celina,
O negócio é assim.
Tá vendo esse aí de cima que comentou no seu blog, o Bosco?
Então, você foi lá no blog dele e disse belas palavras.
Na mesma hora liguei os fatos: Celina gosta do blog do Bosco, Fred também, então Fred deverá gostar do blog da Celina, como foi o que aconteceu.
E assim vai.
Te peço para nos inspirar sempre.
Um abraço,
Fred
Querida Celina,
Eu vejo o fio de prata que liga quem te lê às tuas tão belas palavras, que as vezes nos parece ter aroma de fruta colhida, descansando na fruteira, eternizada em retinas outras.
É sempre ótimo te ler.
Um beijos carinhoso e meu desejo de que tenha uma ótima semana.
(Que bom que o Bosco Sobreira apareceu. Vocês são poetas de larga sensibilidade, haverão de se entender...)
Sem palavras, mas com uma enorme vontade de me expressar!
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