E se existe onde estará?
Hoje vem? Hoje não vem?
As perguntas eram muitas:
Pra saber foi à janela.
Sentiu vento, secou chuva,
neve houvesse, gelaria.
Não havia. Veio o sol,
esfriou, anoiteceu.
Na sacada ela esperou
anos, meses, tantos dias:
ninguém pras horas dizer.
Foi ficando, foi pensando,
em pedra se transformando...
de tanto querer saber
esqueceu-se de ir viver.
Ela existe ou é um sonho?
Se existe sei que está
num lugar bem lá distante,
num tempo que não se diz,
olhos fixos e brilhantes:
ninguém para perceber.







