Da cabeça a vida escorre
em rios de quase dor,
em cores que se confundem,
memórias de agora sem forma lá fora.
Insônia no deserto povoado de concreto.
Ouço no silêncio o galope do atropelo.
De medo me pelo, perdi freio e rédeas,
Flutuo no caos, me perco no todo.
03.set.05 Brasília